quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Praga

Quem nunca passou por um apuro usando o GPS?? Bem, quem acompanha o blog já leu que várias vezes passamos apuros usando tal aparelhinho, mas acredito que nunca tivemos uma confusão tão grande como a chegada em Praga.

Primeiro a Ana Maria (esse é o nome que damos ao nosso GPS), mandou que entrássemos em uma rua que para chegarmos ao hotel. Do lugar onde ela nos mandou parar precisaríamos de carro, pular uns 3 muros (missão impossível), passar por propriedades privadas, com mala e tudo, e então chegar no hotel. Óbvio que não fizemos isso (mas passou pela cabeça). Insistimos em entrar numa rua qualquer, ela recalculou a rota e, após entrar na rua errada, recalculou a rota novamente e nos colocou na entrada da Ponte Carlos (Charles Bridge), que estava lotada de pedestres (algo como rua 25 de março, na Cidade de São Paulo, na véspera do natal)! E detalhe, não passam carros pela ponte. Por sorte, havíamos baixado um mapa off line, e fomos guiados para uma rua muito estreita, mas que nos levou até o hotel. Ufa!

Agora, pense numa cidade linda! Sim, Praga é lindíssima, e muito fácil de se conhecer! Com um enorme número de turistas (em novembro, que na Europa é baixa temporada), fomos nos perder pelo centro histórico (bem grande), com arquiteturas que te deixam deslumbrado. A Catedral, cuja entrada se esconde atrás de restaurantes (sim, isso mesmo), é belíssima.

Na entrada da Ponte Carlos há uma torre, na qual você paga alguns euros e pode subi-la, com uma excelente visão panorâmica da cidade e com uma bela vista do pôr do sol (para quem conseguir chegar nesse horário).

À noite a cidade parece que fica ainda mais linda! Com as luzes vistas de longe criam um ambiente mais belo. O ideal, nesse horário, é subir em direção à Catedral que fica no alto da cidade (há um museu para visitação, mas não fomos). É um pouco cansativo chegar lá, pois é uma boa subida, mas a vista vale muito, muito a pena.

Praga tem bons e não tão bons restaurantes, uns mais caros e outros mais baratos, mas a experiência de ir olhando cada um deles já vale a pena.

Um doce tradicional na República Tcheca é o Trdelník. Uma massa assada em forma de cilindro, com açúcar e canela (tradicional, embora tenha outras versões, inclusive salgadas). Serve muito bem, então no nosso caso dividimos para dar conta.

Mas o que vale a pena mesmo é passear pela cidade; pela Ponte Carlos, com uma bela vista das estátuas, o relógio astronômico do rio e da cidade, com um constante grande número de pessoas; visitar as igrejas, grandes e pequenas, perder-se pelas ruas da cidade.

Praga é uma cidade que parece valer a pena voltar! E vale!
Loja de absinto

Lustre de uma igreja

Relógio astronômico

Praga à noite

Descida da Ponte Carlos

Vista panorâmica da cidade


Praga

Praga
Vista da Ponte Carlos


Torre em que é possível subir, na cabeceira da Ponte Carlos

Anoitecer em Praga

Pôr do sol visto do alto da torre na cabeceira da Ponte Carlos
Praça de Praga

Trdelník (imagem da internet)
 


domingo, 3 de dezembro de 2017

Nuremberg

Colocamos Nuremberg na nossa rota por três motivos: primeiro porque era caminho da nossa rota com destino a Praga; segundo porque queríamos conhecer os vários pontos históricos de uma cidade que tem tanta história para contar, desde a idade média até o terrível governo nazista; por fim, porque queríamos conhecer o local onde ocorreu o histórico julgamento de Nuremberg.

Chegar no hotel (Ibis) não foi tarefa fácil. Tanto o GPS do carro quanto do Google Maps nos mandavam entrar numa rua que estava interditada (há um bom tempo, pelo que vimos). Quase passamos (sem querer, obviamente) por um trilho de trem (ainda bem que não vinha nenhum). Mas conseguimos encontrar uma via alternativa e chegamos no hotel (que, ainda bem, tinha estacionamento próprio).

Check-in feito, entramos no quarto e, apesar de ser um hotel não-fumante (é proibido fumar em qualquer dos quartos), o odor de cigarro era horrível. Pedimos pra trocar de quarto, o que foi prontamente providenciado.

Fomos então passear pelo centro histórico da cidade. É uma graça! Cheio de lojas bonitas e com bons produtos, praças movimentadas com quiosques de lanches. Há uma feira de produtos regionais bem em frente a Igreja de São Lourenço. Fizemos uma parada estratégica para comer um sanduíche de linguiça com mostarda.

Seguimos em direção ao Castelo de Nuremberg para visitá-lo. Vale a pena, pois além da vista da cidade, tem vários pontos de visitação que são legais de conhecer. Particularmente, pelo tempo que tínhamos, decidimos conhecer a fonte "Tiefe Brunnen", com um poço de quase 50 metros (eles jogam água para ouvirmos o tempo de queda dela, e descem uma vela para visualizarmos o poço). Pena que não há explicação em inglês, apenas em alemão. Mesmo assim vale a pena conhecer.

Subimos na Torre Sinwellturm (aproximadamente 100 degraus em escada caracol), de onde temos uma vista ainda melhor da cidade, com fotos de antes e depois da 2ª Guerra nos pontos panorâmicos. A torre fica localizada nas dependências do Castelo.

Fomos caminhando ao redor do Castelo, agora já em direção ao Tribunal de Nuremberg, para conhecer o Memorial que fala sobre o julgamento dos nazistas. São 3km do Castelo até o Tribunal e fomos à pé, pois ainda tínhamos disposição (encontramos uma brasileira que mora lá e disse que era muito, muito, muito longe, hehehehe) O caminhar pela cidade é uma boa oportunidade de conhecer ainda mais o local.

No Memorial, pagamos a entrada e fomos conhecer o local onde foram julgados os nazistas. É impressionante o local (o ingresso dá direito a um audio-guide em inglês ou espanhol), e mostra muito da história pós-guerra. Vale muito, muito, a pena conhecer.

De volta, fomos passear pelo calçadão do centro. Há muitos locais bonitos, como o canal que por lá passa. Depois, fomos nos abastecer num mercado local (muito bom, diga-se de passagem) e voltar ao hotel, pois no dia seguinte precisávamos seguir caminho para Praga.

Tribunal de Nuremberg

Praça em Nuremberg
Igreja de São Lourenço


Vista panorâmica da torre do castelo
Canal em Nuremberg

Canal em Nuremberg
Castelo de Nuremberg
Escada caracol para subir na torre do castelo
Velas que descem ao subsolo do castelo 

Adereço em uma das casas próximas ao castelo

Canal em Nuremberg




sábado, 18 de novembro de 2017

Rothenburg ob der Tauber

A cidade de Rothenburg ob der Tauber é parada obrigatória para quem vai fazer a rota romântica na Alemanha, ou para quem procura cidades pequenas e lindas. A cidade é muito bonita na parte histórica e é toda murada, com um estilo bem medieval.
Já é a segunda vez que vamos visitar essa cidade, tamanha admiração que sentimos por ela.
Vale a pena uma visita na praça central, onde há uma edificação no formato de um cuco gigante, no qual de hora em hora aparece alguém saindo do cuco e tomando um vinho. Há uma lenda de que o prefeito na época, para salvar a cidade de seus invasores, teria aceitado o desafio de tomar alguns litros de vinho em pouco tempo, conseguindo salvar a cidade. Para eternizar o feito, foi construído um cuco gigante que, de hora em hora, mostra o prefeito bebendo o vinho. Além disso, também há o jardim do castelo, um local muito bonito que vale a pena passear, tirar fotos e apreciar a vista panorâmica de parte da cidade.
Na praça central há um maravilhoso suco de maçã que é feito na hora através de um espremedor gigante medieval. Maravilhoso! Vale muito a pena! Ficamos no hotel chamado Altfraenkisch que parece a casa dos hobbits bem pequeno, mas muito aconchegante, com seu proprietário muito simpático. Tão bom quanto é o restaurante que fica no hotel com comidas típicas deliciosas e com boa carta de vinhos (o goulash deles, espécie de sopa típica, é de tomar rezando). Vale muito a pena ir e é bom fazer reserva, pois está sempre cheio e é pequeno.
A cidade é pequena, mas vale a pena passar pelo menos duas noites lá para poder se aproveitar bem cada cantinho.
Algumas dicas interessantes de visita são o museu criminal (que fala sobre o direito penal na idade média, muito além de simples instrumentos de tortura, mas sim com muitas informações sobre como e porque agiam assim na época. É parada obrigatória!), e também o museu de Natal. Ainda há a possibilidade de subir a torre que fica na prefeitura e ter uma vista de 360º da cidade. Andar e andar pela cidade é indispensável!
Rothenburg é uma daquelas cidades que marcam o nosso coração e por isso sempre dá muita vontade de voltar.










sábado, 28 de outubro de 2017

Parque Nacional do Iguazu (Puerto Iguazu, Misiones, Argentina)

Decidimos ir a este Parque pela manhã, já que não sabíamos exatamente quanto tempo levaríamos conhecendo o local. Fomos avisados que a bilheteria do parque não trabalha com cartões de crédito, reais ou dólares, portanto, tivemos de adquirir pesos argentinos para comprar os ingressos (400 pesos o adulto, e 100 pesos a criança até 12 anos). Já nas lojas e lanchonetes eles trabalham com cartões (não perguntamos, mas é possível que trabalhem com reais e dólares).
Contratamos um transfer de Foz do Iguaçu até lá e o retorno, o que nos custou R$ 200,00, e levou cerca de 50 minutos (não tivemos fila na fronteira). Ah! Prepare-se, é necessário pagar um valor de 25 pesos argentinos (por pessoa, cerca de R$ 5,00) só para entrar na cidade e também para sair da cidade. Só não pagamos na hora de entrar porque o fiscal não estava lá (só na volta). Aceitam reais.
Chegando no pórtico do Parque, adquirimos os ingressos e 4 capas de chuva (custaram no total R$ 72,00 – aceitam cartão).
Após a entrada, caminhamos mais uns 500 metros até a primeira estação de trem. Nesta estação central recebemos um ticket para entrar no trem (é à gás e é bem lento). Não há formação de fila (em nenhuma das estações), o que tornou a entrada nele algo muito bagunçado (lei do mais forte). Durante o caminho não havia qualquer beleza natural ou atrativo a ponto de tornar o passeio agradável. Para chegarmos ao objetivo que era a Garganta do Diabo, precisávamos passar por duas estações de trem e fomos obrigados a descer na primeira estação, mesmo que não quiséssemos, o retardando ainda mais o passeio. Chegamos a esperar cerca de 40 minutos. Pena que para chegar à Garganta do Diabo (queda d'água) tivéssemos que passar por isso.
Há várias trilhas no caminho, mas nenhuma delas chega exatamente na Garganta do Diabo, com algumas delas tendo visão periférica das quedas de água.
Ao chegar na última estação, você acessar uma passarela sobre o rio até chegar ao ponto da queda d'água (você caminha uns 10min até chegar lá). Mas vale muito a pena, pois a vista do local é fantástica (melhor que a vista pelo lado brasileiro). Prepare-se, pois no ponto final da queda d'água você se molha muito (bom levar uma capa de chuva).
A volta foi a mesma da ida, ou seja, chata. A Garganta do Diabo é um local maravilhoso de se ver, tirar fotos e contemplar… mas chegar até lá e voltar é bem sofrido (no mau sentido).




terça-feira, 24 de outubro de 2017

Cataratas do Iguaçu – lado brasileiro

A palavra que mais define as Cataratas do Iguaçu é: espetacular! O parque das Cataratas é dotado de uma ótima estrutura e atendimento. Ambiente limpo e muito bem organizado. O valor da entrada é de R$37,00 para adultos (brasileiros) e o estacionamento custa R$22,00 para carros.
O trajeto dentro do parque é feito por ônibus e há várias paradas e passeios extras que não estão inclusos no valor do ingresso, como por exemplo o passeio de barco que vai perto das quedas d´água.
O valor dos alimentos é alto, e a comida é ruim, bem ruim! Uma boa dica é levar lanche e água mineral, porque o valor dela também é bem alto.
Vamos ao que interessa! A vista das cataratas é linda. Você tem visão inclusive do lado Argentino (esse será outro post). Ao andar pela trilha que margeia as Cataratas, você encontrará borboletas de várias cores, quatis e pássaros, além de ver as águas de outros ângulos. Na queda principal, há uma passarela e você fica perto das quedas e dependendo do volume da água, fica bem molhado também, diria até encharcado, mas vale a pena a experiência. Para fazer o passeio com calma gasta-se em torno de três horas.







segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Barcelona

Uma boa dica para quem vai passar pouco tempo em Barcelona, mas quer aproveitar os principais pontos turísticos, é o ônibus de passeio Hop On Hop Off (muito utilizado em várias outras cidades do mundo). Com um único ticket, você aproveita o pouco tempo e consegue ver muitas das atrações que esta cidade catalã oferece. Nós, por exemplo, conseguimos visitar o parque Guell, o Estádio do Barcelona e o Porto, além de visualizar outros tantos pontos turísticos.
Mesmo abaixo de chuva nós visitamos o parque Guëll e isso não tirou o brilho do local, com belas esculturas e uma vista muito bonita da cidade. O estádio do Barcelona, por sua vez, é grandioso com uma belíssima estrutura, com um museu apresenta a história do clube e também uma lojinha cheia de artigos, onde é possível personalizar a camisa do time com o seu nome.
O passeio nas Ramblas é um passeio muito legal, e vale a pena se perder no bairro gótico.
Outra dica bastante interessante é a condução de e até o aeroporto. Do centro turístico de Barcelona até o aeroporto você pode acabar gastando, com táxi, algo acima de EU$ 200,00 (lembrando que, quando fomos, o Uber não funcionava na cidade), um valor bem alto. Mas a cidade oferece um ônibus, chamado Aerobus (www.aerobusbcn.com), que custa EU$ 5,90, levando e buscando dos dois terminais, disponibilizado especialmente para quem vai ou vem do aeroporto (com espaço para bagagens, inclusive). Utilizamos o serviço e pegamos o ônibus nas Ramblas, bem pertinho do nosso hotel.